Crianças escrevem seu primeiro livro

Crianças escrevem seu primeiro livro

Noite de Autógrafos promovida pela Escola Professor Jairo Grossi celebra produção dos alunos

CARATINGA – A Escola Professor Jairo Grossi realizou mais uma Noite de Autógrafos, momento especial para os alunos que foram alfabetizados em 2016, concluindo o 1º ano do Ensino Fundamental com a produção de um livro literário, composto por textos e desenhos de autoria dos alunos. As crianças ainda tiveram o apoio da família, que participou da obra escrevendo a biografia dos filhos. A Noite de Autógrafos aconteceu com o ginásio Dário Grossi cheio e teve a apresentação de ballet da Allegro Escola de Dança Jairo Grossi.

Momento especial para os alunos

O projeto de escrita do livro literário foi criado há seis anos. É no 1º ano que os alunos são alfabetizados, aprendendo primeiramente palavras, depois frases e finalmente pequenos textos. A experiência de escrever o próprio livro nessa fase, segundo a supervisora da Escola Jairo Grossi, Angélica Nunes, é uma maneira de estimular na criançada o gosto pela escrita e pela literatura. “O aluno se sente importante como coautor, isso os motiva e estreita laços entre a Escola e a família”, ela diz.

Nesta edição, são quatro turmas de 1º ano participando da Noite de Autógrafos. Um dos desenhos confeccionados pelas crianças é escolhido para compor a capa do livro. A professora Suelaine Bruna de Sena Ramos acompanha esse trabalho desde sua fundação e vê nos primeiros alunos que participaram – que hoje estão no 6º ano – os reflexos no aprendizado, no apreço pela leitura e na qualidade da escrita. “Essa experiência, eles levam para a vida toda. É com muito prazer que fazemos esse trabalho de alfabetização”, defende.

Pais orgulhosos dos filhos

DEPOIMENTOS DOS PAIS

Uma das alunas a produzir seu primeiro livro foi Bárbara Pires, 7 anos. Ela conta que escreveu sobre um aniversário do qual participou recentemente. “Eu gostei, estou muito feliz com essa festa hoje. Nós já estamos aprendendo a escrever as coisas boas que os professores passam para nós. Vieram me ver hoje meus pais, meus tios e meus avós, gostei muito”.

O engenheiro Diogo de Souza, pai de um dos alunos, sente orgulho do filho e avalia positivamente as atividades extracurriculares promovidas pela Escola. “Depois da introdução à leitura, meu filho tem se tornado um menino mais concentrado, nos estudos ele tem se desenvolvido mais. Isso eu vejo contribuindo dentro de casa e fora também, na Escola. E mais uma vez, estou surpreso com a qualidade do evento e com o aprendizado do meu filho”, conta.

Já a educadora Débora Souza Gomes defende a participação dos pais na produção dos filhos. “Nós ajudamos as crianças a escreverem os textos. Achei que minha filha ficou muito emocionada por autografar um livro, ela se sentiu importante e valorizada. Isso fez com que ela se interessasse mais em aprender a letra cursiva, para assinar seu nome nos livros”, afirma ela.

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